INFÂNCIAMeu pai montava a cavalo, ia para o campo. Minha
INFÂNCIAMeu pai montava a cavalo, ia para o campo. Minha mãe ficava sentada cosendo.Meu irmão pequeno dormia.Eu sozinho menino entre mangueiras lia a história de Robinson CrusoéComprida história que não acaba mais.No meio-dia brando de luz uma voz que aprendeua ninar nos longes da senzala - e nunca se esqueceu. chamava para o café.Café preto que nem a preta velhacafé gostosocafé bom Minha mãe ficava sentada cosendoolhando para mim.- Psiu... Não acorde o menino.Para o berço onde pousou um mosquito.E dava um suspiro... que fundo!Lá longe meu pai campeava no mato sem fim da fazenda.E eu não sabia que minha históriaera mais bonita que a do Robinson Crusoé.ANDRADE. Carlos Drummond de. Antologia poética. 12. ed. Rio de Janeiro. J. Olympio, 1978. p.57.Assinale a alternativa verdadeira em relação ao texto: