Questão: 109589 - Língua Portuguesa - Banca: - Prova: - Data: 01/01/2023

Casa fria, de apartamento. Paredes muito brancas, de uma

Casa fria, de apartamento. Paredes muito brancas, de uma aspereza em que não dá gosto passar a mão. Aí moram quatro pessoas, com a criada, sendo que uma das pessoas passa o dia fora, é menina de colégio.Plantas, só as que podem caber num interior tão longe da terra (estamos em um décimo andar), e apenas corrigem a aridez das janelas. Lá embaixo, a fita interminável de asfalto, onde deslizam automóveis e bicicletas. E ao longo da fita, uma coisa enorme e estranha, a que se convencionou dar o apelido de mar, naturalmente à falta de expressão sintética para tudo o que há nele de salgado, de revoltoso, de boi triste, de cadáveres, de reflexos e de palpitação submarina.Do décimo andar à rua, seria a vertigem, se chegássemos muito à janela, se nos debruçássemos. Mas adquire-se o costume de olhar só para a frente ou mais para cima ainda. Então aparecem montanhas, uma estátua de pedra que é às vezes cortada pelo nevoeiro, casas absurdas dançando - ou imóveis, após a dança - sobre precipícios. Há também um coqueiro irreal, sem nenhum coco, despojado e batido de vento (que se diria um vento bêbedo), no alto do morro, quase ao nível da casa.(ANDRADE, C. Drummond de. Confissôes de Minas. In Poesia e Prosa. 5 ed. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1979, p. 959.)O enunciador do texto apresenta, por sua ótica particular, várias características do mar, visto da janela do apartamento. Por essa ótica, só NÃO se pode dizer do mar que:

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