Ao analisar a obra de Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um Sargento de Milícias, de 1854, o
Ao analisar a obra de Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um Sargento de Milícias, de 1854, o crítico Antônio Candido diz:
Como os pícaros, ele vive um pouco ao sabor da sorte, sem plano nem reflexão; mas, ao contrário deles, nada aprende com a experiência. De fato, um elemento importante da picaresca é essa espécie de aprendizagem que amadurece e faz o protagonista recapitular a vida à luz de uma filosofia desencantada. Mais coerente com a vocação de fantoche, Leonardo nada conclui, nada aprende; e o fato de ser o livro narrado na terceira pessoa facilita esta inconsciência, pois cabe ao narrador fazer as poucas reflexôes morais, no geral levemente cínicas e em todo o caso otimistas, ao contrário do que ocorre com o sarcasmo ácido e o relativo pessimismo dos romances picarescos. (Antônio Candido, "Dialética da malandragem", O discurso e a cidade, S. Paulo, Duas Cidades, 1993, págs. 23-24) Dessa forma, pode-se afirmar que a obra do Modernismo brasileiro que foi herdeira de Memórias de um Sargento de Milícias é: