“Mas, na ocasião, me lembrei dum conselho que Zé Bebelo, na
“Mas, na ocasião, me lembrei dum conselho que Zé Bebelo, na Nhanva, um dia me tinha dado. Que era: que a gente carece de fingir às vezes que raiva tem, mas raiva mesma nunca se deve de tolerar de ter. Porque, quando se curte raiva de alguém, é a mesma coisa que se autorizar que essa própria pessoa passe durante o tempo governando a ideia e o sentir da gente; o que isso era falta de soberania, e farta bobice, e fato é.”Grande sertão: veredas, Guimarães Rosa.Sobre o excerto são feitas as seguintes consideraçôes:I – A palavra “raiva” aparece três vezes com a mesma função sintática.II – A palavra “raiva”, na oração subordinada adverbial temporal, e a palavra “ideia” são objetos diretos.III – “de alguém” e “da gente” são, respectivamente, complemento nominal e adjunto adnominal.Dessas consideraçôes é(são) verdadeira(s).