"Amocambados, quilombolas, bosnegers. Não faltou criatividade às autoridadesportuguesas e
"Amocambados, quilombolas, bosnegers. Não faltou criatividade às autoridades portuguesas e holandesas para denominar escravos fujôes. Afinal, localizar e destruir quilombos fazia parte do dia-a-dia de governadores, capitães-do-mato e senhores de engenho. E, para desespero de muitos, eles não estavam tão longe de casa. Os fugitivos escolhiam para viver locais bem próximos às cidades, e muitas vezes se amocambavam dentro dos próprios engenhos. Constituindo família ou negociando alimentos e armas, os quilombolas mantinham relaçôes estreitas com diversos grupos sociais, integrando profundamente a sociedade escravista. Desafiando o próprio tempo, a idéia de quilombo é repensada atualmente, quando comunidades negras rurais valorizam sua identidade como meio de lutar pelo direito à terra."
Um dos procedimentos responsáveis pela coesão de um texto é a utilização adequada de formas pronominais que buscam a construção da referenciação. No período "E, para desespero de muitos, eles não estavam tão longe de casa." Em relação à coesão textual, é correto afirmar que o uso do pronome "eles".