Quando me perguntamQuando me perguntam por que não aderi a
Quando me perguntamQuando me perguntam por que não aderi a essa história de “estória”, respondo (e não evasivamente) que é simplesmente porque, para mim, tudo é verdade mesmo. Acredito em tudo. Acreditar no que se lê é a única justificativa do que está escrito. Ai do autor que não der essa impressão de verdade! Que é uma história? É um fato – real ou imaginário – narrado por alguém. O contador de histórias não é um contador de lorotas. Ou, para bem frisar a diferença, o contador de histórias não é um contador de estórias. E depois, por que hei de escrever “estória” se eu nunca pronunciei a palavra desse modo? Não sou tão analfabeto assim. Parece incrível que talvez a única sugestão infeliz do mestre João Ribeiro tenha pegado por isso mesmo ... Também um dia parece que Eça de Queirós se distraiu e o Conselheiro Acácio, por vingança, lhe soprou esta frase pomposa: “Sobre a nudez forte da verdade, o manto diáfano da fantasia.” Tanto bastou para que lhe erguessem um monumento, com a citada frase perpetuada em bronze! Pobre Eça ...O mundo é assim.Considere as afirmativas abaixo, em relação ao texto:I. O texto se estrutura como um depoimento do autor, com predomínio do ponto de vista em 1ª pessoa.II. Exprime-se a ideia central do texto na frase: O contador de histórias não é um contador de lorotas.III. Autores de prestígio como João Ribeiro e Eça de Queirós devem ter respeitadas suas opiniôes, a serem acatadas incondicionalmente.IV. Mantém-se a coerência no desenvolvimento do texto com a repetição introduzida por para bem frisar a diferença.Está correto o que se afirma em: