PRIMEIRO DE MAIOHoje a cidade está paradaE ele apressa a
PRIMEIRO DE MAIOHoje a cidade está paradaE ele apressa a caminhadaPra acordar a namorada logo aliE vai sorrindo, vai aflitoPra mostrar, cheio de siQue hoje ele é senhor das suas mãosE das ferramentasQuando a sirene não apitaEla acorda mais bonitaSua pele é sua chita, seu fustãoE, bem ou mal, é o seu veludoÉ o tafetá que Deus lhe deuE é bendito o fruto do suorDo trabalho que é só seuHoje eles hão de consagrarO dia inteiro pra se amar tantoEle, o artesãoFaz dentro dele a sua oficinaE ela, a tecelãVai fiar nas malhas do seu ventreO homem de amanhã.Milton Nascimento & Chico BuarqueNo texto, as palavras “namorada, artesão, tecelã e homem” são variáveis, classificadas como: