Julgamento militar em Portugal. Um espião foi condenado à morte pela câmara de gás. Chega o dia da
Julgamento militar em Portugal. Um espião foi condenado à morte pela câmara de gás. Chega o dia da execução. O prisioneiro é colocado numa sala grande, com um teto alto, várias janelas abertas, voltadas para o sol. No meio da sala, uma cadeira. Ele foi amarrado na cadeira e esperou que os carrascos fechassem as janelas ou pelo menos saíssem do local da execução. Ouviu lentamente a sentença que o condenava a morrer pelo gás e ficou sem entender nada. As autoridades policiais não arredavam pé. De repente, ele ouve a ordem: – Preparar! Ele olhou em volta e ficou tranquilo. Não ia ser possível morrer por gás em ambiente tão aberto e arejado. E mesmo que fosse, ia ele e iam todos os outros que estavam ali. Sorriu, tranquilão, da burrice de seus algozes. E ouviu com um certo ar de deboche a ordem final: – Abrir o gás! Pimba. Abriu-se o teto e – póf – caiu-lhe o botijão na cabeça.
O desfecho risível e inusitado da piada revela um efeito expressivo que se dá pelo acionamento de uma relação de sentido. A figura de linguagem que manifesta essa relação é: