Executivos desatam o nóA gravata, símbolo do mundo corporativo, começa a perder espaço nas
Executivos desatam o nó A gravata, símbolo do mundo corporativo, começa a perder espaço nas empresas Priscilla Portugal
Nickolas Suzuki, de 28 anos, se sentiu como um peixe fora d'água no dia em que começou a trabalhar no site Apontador, em abril de 2007. Vindo de uma tradicional editora, chegou à empresa que fornece mapas e rotas na Internet com os trajes com os quais estava acostumado a trabalhar: terno bem cortado, camisa lisa e um nó de gravata impecável. Bastou pisar na recepção para ser avaliado da cabeça aos pés. "Eu, particularmente, gosto de usar terno e gravata, mas, quando resolvo vir assim ao trabalho, o pessoal estranha", diz Suzuki. O terno pode até ser tolerado, mas a gravata não tem espaço na empresa. E isso não é uma particularidade do setor de tecnologia. Cada vez mais, a peça do vestuário que é considerada um dos maiores símbolos do mundo corporativo perde espaço nas empresas. "Gostaria que todos nos libertássemos da escravidão de usar terno e gravata", conta Edson Rodriguez, vice-presidente da consultoria Thomas International do Brasil. "Mas sei que isso não é um privilégio de todas as áreas profissionais".
O período "Bastou pisar na recepção para ser avaliado da cabeça aos pés" pode ser reescrito, sem alteração do sentido que assume no texto, da seguinte forma: