A PESCA DO DOURADO1 Quando chegamos na barranca do Mogi, andadas oito léguas de cabriolante forde
A PESCA DO DOURADO
1 Quando chegamos na barranca do Mogi, andadas oito léguas de cabriolante forde, era madrugada franca. O rio fumava no inverninho delicioso. Vento, nada. E a névoa do rio meio que arroxeava, guardando na brancura as cores do sol futuro. 4 Estivemos por ali, esquentando no foguinho caipira que é o cobertor da nossa gente. Estivemos por ali esfregando as mãos, tomando café, preparando as varas. Eu, como não tinha esperança mesmo de pescar nenhum dourado, fui pescar iscas no ceveiro. Isso, era atirar o anzolzinho desprezível n’água, vinha cada lambari 8 enganado, cada tambiú e mesmo uma piabinha comovente. Nove bastavam, me falaram. Mário de andrade Os vocábulos "delicioso" ( l.2 ) e "arroxeava" ( l.3 ) e a expressão "na brancura" ( l.3 ) são, respectivamente,