1 Certa vez, um vereador discursava em uma câmaramunicipal, no interior de São Paulo. Seguidamente
1 Certa vez, um vereador discursava em uma câmara municipal, no interior de São Paulo. Seguidamente era interrompido pelo presidente da Casa, que, batendo o martelo, 4 corrigia os erros de português, em nome das "leis da língua portuguesa", presentes na fala do parlamentar, que era estivador. Tinha sido sempre assim: seus discursos ficavam 7 ininteligíveis pelas frequentes interrupçôes. Certa vez, quando o vereador comunista iniciava sua fala com "Senhor presidente. Nós vai...", soou o martelo que 10 antecedeu o discurso da presidência: - Excelência, esta é a casa das leis, e não posso permitir que as leis da língua portuguesa sejam nela 13 infringidas. Chamo a atenção de Vossa Excelência, mais uma vez: não é "nós vai"; é "nós vamos" que se diz. Mais um discurso destroçado! O vereador, então, 16 passou os olhos pelo plenário, encarou o presidente da Câmara e pronunciou: - Senhor presidente, vocês, burguês, vocês diz "nós 19 vamos", mas não vai; nós, comunista, nós diz "nós vai", mas nós vamos. Paulo C. Guedes. A formação do professor de português: que língua vamos ensinar? São Paulo: Parábola, 2006, p. 7 (com adaptaçôes). Com referência ao texto acima, assinale a opção incorreta.