33. Leia com atenção o fragmento do texto "Do Nordeste ao infinito", escrito por Rachel de Queiroz
33. Leia com atenção o fragmento do texto "Do Nordeste ao infinito", escrito por Rachel de Queiroz e publicado no Caderno 2 de O Estado de São Paulo, edição de 25/02/2002, e indique a resposta adequada: Afinal, aqui no Rio, já curtimos uma temperatura compatível com a vida humana. Pois que, até poucos dias atrás, a gente escaldava dentro de casa, torrava na rua, estacionava imóvel diante de qualquer fonte de ar refrigerado, bebendo o fresco como quem bebe champanhe. O pessoal diz: "Você, do Ceará, estranhando o calor?" E eu respondo: "No Ceará temos calor, mas temos o vento e a brisa." O famoso vento aracati que sopra às tardes e traz até o sertão o seu cheiro de mar. Aracati, em língua de índio, quer dizer vento bom, vento bonito: "Ara, vento, catu ou cati, bom, bonito ou agradável." Pelo menos foi o que nos ensinou na escola o professor Mozart Pinto, homem suave e sábio, nosso guru no curso Normal. I. A autora inicia o texto, propositadamente, com a expressão "afinal", para enfatizar o sentimento de satisfação frente à mudança de temperatura a que se refere no transcurso do texto. II. O conectivo "Pois que" estabelece a ligação entre os dois primeiros períodos e antecipa uma explicação ou esclarecimento sobre o que foi dito anteriormente. III. A série de verbos empregada no segundo período do texto está na forma pretérito mais que perfeito e indica uma sucessão de fatos transcorridos, contínuos e repetitivos. IV. O emprego das formas verbais "escaldava", "torrava" e "estacionava", referindo-se a "a gente" está inadequado, uma vez que indicam açôes próprias de seres inanimados.