Instruçôes: Para responder às questôes 41 e 42, considere o trecho das Orientaçôes Curriculares
Instruçôes: Para responder às questôes 41 e 42, considere o trecho das Orientaçôes Curriculares para o Ensino Médio − História. O poder pode ser entendido como o complexo de relaçôes entre os sujeitos históricos nas diversas formaçôes sociais e nas relaçôes entre as sociedades. As relaçôes de poder permeiam o processo de construção do conhecimento histórico e são um dos fatores de significação que delimitam o que seria a consciência histórica, que marca os diversos modos de apreensão e da construção do mundo historicamente constituído e suas respectivas interpretaçôes.
Com base no texto, o professor, em uma atividade de leitura e discussão realizada em sala de aula com o documento abaixo, pretendeu levar os alunos a refletir sobre as relaçôes de poder na História. Meu Senhor, nos queremos pás e não queremos guerra; Se meu Senhor também quizer a nossa pás ha de ser nesta conformidade (...). Em cada semana nos há de dar os dias de sesta feira e de Sábado para trabalharmos pa nós não tirando hum destes dias por causa de dia Santo. Para podermos viver nos hade dar Rede tarrafa e canoas. (...) Para o seu sustento tenha lanxa de pescaria ou canoas do alto, e quando quizer comer mariscos mande os seus pretos Minas. Faça uma barca grande para quando for para a Bahia nós metermos as nossas cargas para não pagarmos fretes. Na planta de mandioca, os homens queremos que o tenhão tarefa de duas mãos e meia e as mulheres de duas mãos. A tarefa de cana hade ser de cinco mãos e não de seis, e a dez canas em cada freixe. (...) A madeira que se serrar com serra de mão em baixo hão de serrar três, e um em cima. A medida de lenha hade ser como aqui se praticava, para cada medida um cortador, e huma mulher para carregadeira. Os actuais Feitores não os queremos, faça eleição de outros com nossa aprovação. (...) O canavial de Jabirú o hiremos aproveitar por esta vez, e depois hade ficar para pasto por que não podemos andar tirando canas entre mangues. Poderemos plantar nosso arroz onde quisermos, e em qualquer brejo, sem que para isso peçamos licença, e poderemos cada hum tirar jacarandás ou outro qualquer pau sem darmos parte por isso. A estar por todos os artigos acima, a concedemos estar sempre de posse de ferramentas, estamos prontos para o servirmos como dantes, por que não queremos seguir os maos costumes dos mais Engenhos. Poderemos brincar, folgar, e cantar em todos os tempos que quisermos sem que nos empeça e nem seja preciso licença. (Schwartz, Stuart. Escravos, roceiros e rebeldes. Trad. Bauru: EDUSC, 2001, pp.113-15) Após a discussão, pode-se afirmar que os alunos chegaram à conclusão de que os escravos rebeldes